segunda-feira, 12 de novembro de 2007

INDIGNADO, NUZMAN ENVIA CASO REBECA PARA INVESTIGAÇÃO POLICIAL

No centro do furacãoCaso do doping de Rebeca Gusmão nos Jogos Pan-Americanos será submetido à investigação policial. Como ex-atleta, dirigente e desportista, reitero minha firme posição e tolerância zero na luta contra o doping", diz Nuzman. RIO DE JANEIRO - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos do Rio (CO-Rio), Carlos Arthur Nuzman, manifestou-se oficialmente nesta sexta-feira sobre as suspeitas de doping e irregularidades envolvendo a nadadora Rebeca Gusmão. Em comunicado à imprensa, o dirigente afirmou estar indignado com os acontecimentos e defender o direito de defesa e a 'severa punição para os envolvidos, inclusive a perda de medalhas' obtidas de maneira irregular. Segundo Nuzman, a Comissão Médica da Organização Desportiva Pan-americana (Odepa) reuniu-se na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, para tratar do assunto. Com a constatação de possível adulteração nas amostras fornecidas pela atleta para os exames de doping, o CO-RIO comunicará oficialmente as autoridades policiais competentes para que se apurem quaisquer fatos ilícitos através da investigação policial adequada. A novela envolvendo a nadadora começou no início desta semana, quando a Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou oficialmente sua suspensão preventiva a partir do dia 2 de novembro. Rebeca foi suspensa porque uma amostra colhida dia 13 de julho, primeiro dia dos Jogos Pan-Americanos, apresentou índices anormais de testosterona. Quinta-feira, a situação da atleta complicou-se ainda mais, depois que um exame solicitado pelo médico responsável pela Comissão Médica da Odepa, Eduardo De Rose, constatou que duas amostras referentes à Rebeca vinham de pessoas diferentes. Além destas duas acusações, a nadadora também está sendo investigada desde 2006 pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) por outra suspeita de doping.

fonte: Gazeta Esportiva

Um comentário:

Prof. Mauro da Silva Peixoto disse...

Sou da opinião que devia acabar com o exame anti-dopping. Não que eu seja favorável ao dopping, mas vou explicar o porquê;
1- Cada exame de urina para detectar dopping custa algo em torno de R$ 2.500,00. Caro para um simples exame de urina.
2- Detecta-se substâncias que carcterizam o dopping do atleta. Faz-se a contra prova. Confirma-se.
3- Ao meu ver o processo acabou. Foi feita um teste e um contra teste. Se os dois deram positivo, não há como ter recurso. Mas há.
4- Dodô, jogador do Botafogo Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro, foi um caso clássico de que a instância superior do Tribunal que o julgou (me parece até que foi a mesma instância) o absolveu num segundo julgamento, recheado de suspeições.
5- No caso Rebeca, é só olhar seu físico. Até João Havelange afirmou em entrevista aos jornais cariocas que pensava que a atleta era levantadora de peso, tamanho o seu físico.
6- Na minha opinião, ou se pune com rigor e até sumariamente, ou se acaba com a hipocrisia.
7- Para finalizar, acabo de acompanhar pela Globo News, um documentário sobre Joaquim da Cruz, medalhista olímpico brasileiro, que treinava nos EUA. Lembro-me bem quando ele denunciou que quase a totalidade dos atletas se dopam para competir. Queimaram ele de tal forma que desapareceu do cenário esportivo mundial. Lembram-se.
8- Infelizmente tem uma comunidade científica mundial que trabalha no sentido de burlar os testes anti-dopping, iventando fórmulas de dopping que não são detectadas nos exames.

Portanto, a continuar com essa hipocrisia, que se extingue o exame anti-dopping.