domingo, 8 de junho de 2008

CUTTING
Cortar o próprio corpo é a transgressão do momento
Daniela Barbosa do portal IG Jovem
“Adoro me cortar, deitar na minha cama e ver o sangue pingar”... Pode parecer filme de terror, mas acreditem: esse é o depoimento de uma internauta numa comunidade de “Cutting” de um site de relacionamentos.
Se cortar e colecionar cicatrizes por todo o corpo é a nova mania entre os adolescentes. Alguns dizem que é por puro prazer, outros dizem que alivia os sentimentos de raiva e dor, mas na verdade o que será que leva um jovem mutilar o próprio corpo? “As pessoas têm mania de me julgar por isso, mas elas mal sabem que quando sofro, dói e pra essa dor parecer menor eu me corto”, afirma outro praticante do Cutting. Quando questionados sobre que tipos de instrumentos costumam utilizar para se cortar, eles alegam que na hora vale tudo. “Normalmente eu uso gilete, canivete, caco de vidro, o que eu encontrar na frente, pois tudo é válido para a dor ir embora”, conta outro adepto. Na maioria das vezes esse comportamento está diretamente ligado à depressão, ansiedade, problemas familiares e baixa auto-estima.
Para a psicóloga Juliana Paganelli, é sempre necessário o acompanhamento de um especialista para esses casos, pois se as mutilações forem graves e estiverem acompanhadas de muita impulsividade, agressões verbais, dificuldades de concentração e irritabilidade, o caso pode estar associado a um transtorno de personalidade denominado Boderline que é caracterizado por instabilidade constante de humor e o “cutting” (ato de se cortar) é apenas um dos sintomas desse transtorno.

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