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domingo, 14 de setembro de 2008

EM FORMA
Perder barriga facilmente é o sonho de quem está acima do peso. De tempos em tempos, novas opções milagrosas ganham as páginas das revistas e começa então a busca frenética pela "nova maravilha": vale pedir aos parentes para trazer do exterior e até buscar receitas controladas através de médicos conhecidos.
A mais nova substância que promete bons resultados é a Rimonabanto, vendida no Brasil comercialmente como Acomplia. Seu princípio de ação é inédito, já que ele atua diretamente no metabolismo dos lipídios e da glicose, aumentando a queima de gordura no abdominal, ajudando também a reduzir a fome e aumentando a sensação de saciedade.
Indicações restritas
O Rimonabanto não é indicado para todos os tipos de pessoas que desejam perder peso, e esse é um detalhe fundamental. Não basta estar com alguns quilinhos a mais para ser o potencial alvo do produto, embora esteja claro que aqueles que buscam soluções rápidas não considerem esta informação. Os principais favorecidos pelo medicamento são aqueles que têm grande acúmulo de gordura abdominal, possuem diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares. A gordura intra-abdominal ou visceral é a mais perigosa para o organismo e pode desencadear sérios problemas cardíacos, e o Rimonabanto age diretamente sobre ela, eliminando-a ou reduzindo-a bastante, além de diminui consideravelmente a fome. A principal polêmica causada pelo Rimonabanto não é sua utilização com fins meramente estéticos por pessoas que nem precisam tanto dele, mas sim a série de efeitos colaterais já relatados em testes. Caso extremos apontaram depressão severa e inclusive tentativa de suicídio entre alguns pacientes, embora esta não seja obviamente uma tendência. De qualquer forma, alguns médicos sugerem não prescrevê-lo a pacientes com histórico de depressão para evitar maiores riscos. Fonte: Ig Educa - Em Forma
O SONHO DO CORPO PERFEITO
Meninas banalizam cirurgia e querem plásticas cada vez mais cedo
Da Redação do IG Jovem Adolescentes estão invadindo os consultórios dos cirurgiões plásticos em busca da perfeição. Milhares de meninas por impulso, forte influência da mídia, ou desejo de mudar o corpo aderem à plástica como se fosse a coisa mais natural do mundo. Será que uma adolescente sabe ao certo o que quer e faz uma cirurgia conscientemente? A estudante Vivian Gomieri, de 20 anos, colocou silicone aos 16, não está arrependida e pretende trocar o tamanho da prótese até 2010. “Quando fiz 15 anos, minha mãe perguntou se eu queria uma festa ou uma viagem para o exterior... Eu optei por uma cirurgia plástica! Meus pais relutaram no começo, mas acabaram cedendo aos meus apelos e coloquei 230 ml de silicone nos seios”, diz ela. Para a cirurgiã plástica Luciana Pepino, a procura está aumentando cada vez mais. Entre as cirurgias mais procuradas estão a prótese de mama e a lipoaspiração. A médica afirma que os riscos durante a cirurgia não são grandes em pessoas novas. “Por se tratar de pacientes geralmente saudáveis, os jovens correm menos riscos que pacientes mais velhos, geralmente portadores de alguma doença ou usuários de alguma medicação”. Mas não é por isso que todo adolescente deve recorrer à plástica. Cirurgias feitas em pacientes muito jovens, que ainda estão em fase de crescimento, podem prejudicar o desenvolvimento da região operada. Com os padrões de beleza cada vez mais impostos pela mídia, meninas de 13, 14 anos acham que precisam estar esteticamente perfeitas e recorrem a cirurgias. Caso o médico não tenha bom senso, pode seriamente atrapalhar o desenvolvimento corporal da adolescente. “Devemos aguardar o tempo correto de crescimento do corpo da adolescente, que varia de caso para caso”, afirma a doutora.

domingo, 8 de junho de 2008

CUTTING
Cortar o próprio corpo é a transgressão do momento
Daniela Barbosa do portal IG Jovem
“Adoro me cortar, deitar na minha cama e ver o sangue pingar”... Pode parecer filme de terror, mas acreditem: esse é o depoimento de uma internauta numa comunidade de “Cutting” de um site de relacionamentos.
Se cortar e colecionar cicatrizes por todo o corpo é a nova mania entre os adolescentes. Alguns dizem que é por puro prazer, outros dizem que alivia os sentimentos de raiva e dor, mas na verdade o que será que leva um jovem mutilar o próprio corpo? “As pessoas têm mania de me julgar por isso, mas elas mal sabem que quando sofro, dói e pra essa dor parecer menor eu me corto”, afirma outro praticante do Cutting. Quando questionados sobre que tipos de instrumentos costumam utilizar para se cortar, eles alegam que na hora vale tudo. “Normalmente eu uso gilete, canivete, caco de vidro, o que eu encontrar na frente, pois tudo é válido para a dor ir embora”, conta outro adepto. Na maioria das vezes esse comportamento está diretamente ligado à depressão, ansiedade, problemas familiares e baixa auto-estima.
Para a psicóloga Juliana Paganelli, é sempre necessário o acompanhamento de um especialista para esses casos, pois se as mutilações forem graves e estiverem acompanhadas de muita impulsividade, agressões verbais, dificuldades de concentração e irritabilidade, o caso pode estar associado a um transtorno de personalidade denominado Boderline que é caracterizado por instabilidade constante de humor e o “cutting” (ato de se cortar) é apenas um dos sintomas desse transtorno.
O SONHO DO CORPO PERFEITO
Meninas banalizam cirurgia e querem plásticas cada vez mais cedo
Adolescentes estão invadindo os consultórios dos cirurgiões plásticos em busca da perfeição. Milhares de meninas por impulso, forte influência da mídia, ou desejo de mudar o corpo aderem à plástica como se fosse a coisa mais natural do mundo. Será que uma adolescente sabe ao certo o que quer e faz uma cirurgia conscientemente?

terça-feira, 25 de março de 2008

A CIVILIZAÇÃO DAS FORMAS
O CORPO COMO VALOR
Goldemberg e Ramos, em artigo com o título desta postagem, afirma que: "A difundida ideologia do body building - própria da chamada 'cultura da malhação' -, que se fundamenta na conceção de beleza e forma física como produtos de um trabalho do indivíduo sobre seu corpo, assim como outros movimentos importados dos EUA, que vêm ganhando cada vez mais adeptos em alguns segmentos da nossa sociedade, parecem se basear neste tipo de apropriação.
A body art e a body modification, que utilizam técnicas que vão de tatuagens, passando pelos piercings e podendo chegar ao bisturi incandescente, servem como exemplos. Seus praticantes 'trabalham' o corpo como suporte para sua arte e transformação, muitos deles com um projeto bem definido".
Mas, com todo respeito a liberdade de expressão (corporal), sejamos sinceros: Temos que repetir mil vezes:
Nunca mais me queixo dos meus filhos.

domingo, 2 de março de 2008

O CULTO AO CORPO NA SOCIEDADE MIDIATIZADA
Nos últimos dias tenho mergulhado na leitura de um livro bastante interessante. Tenho me deliciado com as informações dos estudos de dez antropólogos, que revelam a cultura do corpo carioca, organizados pela Dr.ª Mirian Goldenberg.
O livro mostra que o corpo ocidental está em plena metamorfose. Não se trata de aceitá-lo tal como ele é. O indivíduo contemporâneo busca em seu corpo uma verdade em si mesmo que a sociedade não consegue mais lhe proporcionar.
Na falta de realizar-se em sua própria existência, este indivíduo procura hoje realizar-se através de seu corpo. Ao mudá-lo, ele busca transformar a sua relação com o mundo, multiplicando os seus personagens sociais.
Logo no início do livro, no 1º capítulo, um estudo realizado pelo Dr. Marcelo Silva Ramos e Dr.ª Mirian Goldenberg, mostra "A Civilização das Formas: O Corpo como Valor". Neste capítulo os autores citam o romance "Um, Nenhum e Cem Mil", do dramartugo italiano Luigi Pirandello, conhecido por seus personagens que lutam por uma existência livre de qualquer convenção, suscita questões caras à antropologia e à sociologia, dando destaque aos processos por meio dos quais os indivíduos, inseridos em situações interativas, desempenham seus papéis sociais e procuram agenciar as impressões que uns transmitem aos outros.
Uma perpectiva que, sem negligenciar os condicionamentos sociais, ajuda a refletir sore o atual culto ao corpo na cultura brasileira, uma vez que os significadosatribuídos pelos indivíduos à aparência e à forma física, no processo de revelação de suas identidades, parecem inflacionados, especialmente entre as camadas mais sofisticadas dos centros urbanos.
Para não alongar o texto, finalizo com uma máxima "pirandelliana", descrito no texto do estudo que, nunca como hoje, parece tão em voga: "Assim é, se lhe parece".
Fica a dica para os que se interessam pela temática do corpo na sociedade contemporânea.
Postado por Vitor Augusto Longo Braz